terça-feira, 21 de junho de 2016
A dança para deficientes
Dançar, brincar e cantar: Interações possíveis e sensíveis entre professores e alunos com deficiência.
Esse é o tema do workshop que Keyla Ferrari irá desenvolver nos dias 9 e 10 de julho, das 9 h às 12 h e das 14 h às 17 h, no CIEM (Centro Integrado de Educação Municipal). A oficina é gratuita, voltada a professores de dança, artes, educação física, técnicos e demais interessados em trabalhar aspectos motores e sensíveis de pessoas com deficiência na linguagem da dança. É um tema de grande importância para a área da educação que passou a acolher estudantes com deficiência em sala de aula. Segundo Keyla Ferrari: Uma das barreiras mais significativas que impedem um trabalho com o uso do movimento e da dança na educação escolar, e inclusiva, é a falta de capacitação e sensibilização de professores e formadores que atuam na área. Sendo assim, sentimos a necessidade de realizar oficinas e programas de formação (capacitação) destinados a professores, artistas bem como outros profissionais da educação, arte ou saúde que atuam diretamente com populações especiais em contexto artístico escolar ou reabilitativo. A abordagem é voltada para a sensibilização dos educadores através de vivências significativas e da conscientização do corpo e do movimento enquanto linguagem não verbal, e da música, numa proposta integrativa e inclusiva que possa ser aplicada no cotidiano escolar inclusivo. Keyla Ferrari é bailarina graduada em Pedagogia com habilitação em deficiência da áudio comunicação, especialista em Atividade motora adaptada pela FEF/UNICAMP, Mestrado e doutoranda em atividade física adaptada também pela FEF/UNICAMP e autora dos livros: Encontros com a Dança, o Giro da Bailarina; A Casa Amarela, Um Menino Genial e João O Palhaço Coração. Keyla é membro do Conselho Internacional de Dança (Unesco) e Presidente/ fundadora do Centro de Dança Integrado – Campinas SP. O Workshop faz parte do Projeto As Linguagens da Dança, parceria entre o Instituto de Arte e Cultura Garatuja e a Prefeitura da Estância de Atibaia, através da Secretaria de Cultura e Eventos e da Secretaria de Educação. Os participantes receberão certificado. Inscrição no Garatuja.
terça-feira, 7 de junho de 2016
Garatuja lança Revista do projeto As Linguagens da Dança.
O projeto As Linguagens da Dança completa dois anos e meio de atividades. Para comemorar essa data o Instituto de Arte e Cultura Garatuja lança a Revista do Projeto. Sua função é divulgar suas realizações, assim como esclarecer sua estrutura, forma de funcionamento, objetivos e propostas. As Linguagens da Dança é um projeto novo, que propõe alavancar esse segmento na cidade de Atibaia atuando de forma integrativa. Diferente de outras cidades, que geralmente investem em festivais e concursos, nossa proposta é criar ações que integrem todos os envolvidos da área da dança: das academias já estabelecidas na cidade, até os jovens recém-formados, passando pelos artistas independentes, sem distinção quanto à modalidade. Atualmente o projeto abriga dança clássica, dança moderna, sapateado, hip hop, jazz, danças brasileiras, dança indiana, dança do ventre e até as danças de caráter popular, como as congadas. E porque não concursos e festivais? Ao criar eventos como esse a ênfase maior, pela própria lógica da proposta, é gerar a competição entre os participantes. Os recursos, tanto materiais como humanos, acabam no final das contas favorecendo somente uma parte: os vencedores. Mais importante que "disputar quem é o melhor", é criar condições para que todos possam elaborar e aprimorar seus trabalhos. Diferente do esporte, onde a disputa tem normas rígidas de avaliação, na arte a disputa pode ser trágica, uma vez que são justamente a originalidade e a criatividade suas maiores qualidades. O projeto está dividido em três eixos de atuação: O Corpo Municipal de Dança, A Escola Municipal de Dança e o Educando Através da Dança. O Corpo Municipal de Dança propõe ser um grupo estável onde os coreógrafos possam atuar com seus trabalhos. A ideia é que futuramente os bailarinos e bailarinas conquistem o espaço profissional, podendo receber pelo trabalho, e desta forma assegurar a permanência na cidade. A Escola Municipal de Dança é voltada a formação e atualmente atende crianças a partir de 8 anos. As aulas são diárias e gratuitas para estudantes de escolas públicas. As crianças e jovens desse eixo passam por diversos profissionais de diferentes modalidades, e progridem ano a ano, como numa escola normal. Nesses dois anos e meio a participação das crianças já caminha para a formação de um Corpo de Dança Juvenil. O terceiro eixo é o Educando Através da Dança, que atualmente atende a oito escolas publicas de diferentes bairros, atuando na Dança Educativa e dando ênfase à disseminação de nossa maior tradição: as congadas. A revista foi lançada durante o evento que marcou a entrega dos uniformes aos participantes do projeto e será distribuída gratuitamente nas escolas e outros pontos do setor de Cultura. A tiragem foi de 750 exemplares, mas você pode acessar a versão eletrônica: Revista do projeto As Linguagens da Dança.
sábado, 4 de junho de 2016
Solenidade de Assinatura de Convênios 2016
Dia 01 de junho aconteceu no Centro de Convenções Victor Brecheret a Solenidade de Assinatura de Convênios e Parcerias de Projetos Culturais entre as entidades e a Prefeitura de Atibaia. Esse ano, além das entidades já contempladas em anos anteriores como Fama, Difusão Cultural, Instituto Garatuja e Entrando em Cena, estabeleceram parcerias o Projeto Guri, Comunidade Cultural e Casa do Hip Hop. O Centro de Convenções ficou pequeno para assistir as apresentações que seguiram após os depoimentos dos responsáveis de cada entidade. Representando o Instituto Garatuja falou Élsie da Costa, proponente do projeto As Linguagens da Dança. Na visão geral ficou claro a diversidade e qualidade dos trabalhos realizados no município e a importância do apoio continuado para o aprimoramento das ações. Estiveram presentes, além dos representantes das entidades, o vereador Dedel, a Diretora de Cultura Roberta Barsotti, o Secretário de Cultura Cleber Centini, o Secretário de Governo André Agatte e o Prefeito Mário Inui. O Instituto Garatuja realiza desde 2014 o projeto As Linguagens da Dança, que integra diferentes profissionais e espaços de dança da cidade visando o crescimento desse segmento no município. Atualmente, em seu terceiro ano de convênio, o projeto abriga vinte profissionais da dança, atingindo diretamente mais de quatrocentas pessoas em seus três eixos de atuação: O Corpo Municipal de Dança, a Escola Municipal de Dança e o Educando Através da Dança. Para essa solenidade foi apresentado a coreografia Foco, de Eliane Humberg, com as meninas Taiana Ferraz, Marcella Prado, Thais Cristina, Helena Vellozo, Cintya Prudente do Amaral, Camila Vieira, Letícia Pereira Lopes e Giovanna Capeto. Atibaia está de parabéns.Como bem lembrou o Secretário de Cultura Cleber Centini, enquanto muitas cidades estão reduzindo os gastos com a cultura, Atibaia continua investindo nesse segmento, demonstrando comprometimento e a importância do setor na formação e qualidade de vida das pessoas. Parabéns a todos as entidades, funcionários da Secretaria de Cultura, a Diretora de Cultura Roberta Barsotti, ao Secretário de Cultura Cleber Centini, ao Prefeito Mário Inui e sua gestão.
sexta-feira, 3 de junho de 2016
Evento marca a entrega dos uniformes aos participantes do projeto As Linguagens da Dança.
Na noite de terça feira, 31 de maio, o Instituto Garatuja realizou um pequeno evento para celebrar a entrega de uniformes aos alunos do projeto As Linguagens da Dança. Essa iniciativa fez parte da contrapartida contida no escopo do projeto e já foi realizado em anos anteriores. Sua função foi marcar simbolicamente o comprometimento entre alunos, professores, gestores e o poder público em torno do projeto. Na ocasião foi exibido um vídeo, de 2014, que apresentava a proposta e os objetivos a serem alcançados. A seguir a proponente Élsie da Costa falou sobre as ações realizadas e os objetivos já alcançados nesses dois anos e meio de existência do projeto, passando a palavra ao Prefeito Mario Inui que reforçou o comprometimento de sua gestão em apoiar as iniciativas culturais existentes no município. A seguir foi entregue o Kit do projeto pelas mãos do Prefeito Mario Inui aos participantes do projeto. Representando a Turma 1 e 2, do Corpo de Dança Mirim, recebeu o kit a aluna Nina Martines Peruci. A turma 2, do Corpo de Dança Formação, Helena Mello Vellozo. Do Curso Livre, Celia Maria de Jesus Duarte Cintra e da Turma 4, do Corpo Municipal de Dança, Letícia Pereira Lopes. Na ocasião também foi lançada a Revista do Projeto As Linguagens da Dança, que traz um rico material visual referente às suas realizações e um histórico do projeto. Finalizando o evento houve a apresentação do Corpo de Dança Mirim interpretando um trecho da peça O Quebra Nozes com solo de Marcella Prado. Estiveram presentes a Secretária de Educação Márcia Bernardes, o Secretário de Governo André Agatte, pais, alunos e admiradores do projeto. O Instituto Garatuja agradece a Secretaria de Comunicação na pessoa de Itaís Dutra, a todos os funcionários do Ciem e ao Seu Luis Giraldi, responsável pela técnica de som.
quarta-feira, 1 de junho de 2016
Projeto As Linguagens da Dança na Câmara Municipal de Atibaia
Na segunda feira, dia 30 de maio, o Instituto de Arte e Cultura Garatuja fez uso do espaço Tribuna Livre, que integra a sessão da Câmara Municipal de Atibaia, para falar do projeto As Linguagens da Dança. Na ocasião foi apresentado um vídeo que traça as diretrizes e objetivos do projeto. A seguir a idealizadora do projeto, Élsie da Costa, detalhou as conquistas alcançadas nesses três anos de trabalho e a importância do apoio institucional para a continuidade dos trabalhos (Vídeo abaixo). Vários vereadores fizeram uso da palavra manifestando apoio e destacando a relevância do projeto, assim como do Instituto Garatuja, para a cidade de Atibaia (Vídeo abaixo). Alunos, pais de alunos, professores e funcionários do Garatuja estiveram presentes no evento e agradecem, em nome de sua diretoria, a oportunidade oferecida pelos vereadores e pelo Presidente da Câmara Edson Bento Leite.
segunda-feira, 2 de maio de 2016
Workshop que aconteceu no feriado...
Aconteceu no último feriado de 1 de maio o workshop A Dança Moderna, Sistema Laban e os Fatores de Movimento. A orientação foi de Élsie da Costa, pesquisadora, criadora da Ludodança e do projeto As Linguagens da Dança. O trabalho abordou aspectos teóricos e práticos dos fundamentos desenvolvidos por Rudolf Laban como os fatores de Movimentos, Cnesfera, esforço, etc. A oficina aconteceu na sede do Garatuja e contou com integrantes de diversas áreas: professores de dança, estudantes universitários, professores, dançarinos, e demais interessados. Nos dias 2, 3, 9 e 10 de julho está previsto para acontecer outros dois workshops, dessa vez com temas diferentes e profissionais de outras cidades. Esse trabalho fez parte do projeto As Linguagens da Dança, parceria entre o Instituto Garatuja e a Prefeitura da Estância de Atibaia.
sexta-feira, 29 de abril de 2016
Congadas Mirins são formadas em várias escolas municipais.
| Nosso maior patrimônio cultural para as futuras gerações. |
O Instituto Garatuja por meio de convênio firmado com a Prefeitura de Atibaia está desenvolvendo, pelo terceiro ano, oficinas voltadas a estudantes de escolas municipais cuja temática são as Congadas de Atibaia. A atividade objetiva valorizar nosso maior patrimônio cultural cujo legado envolve a música, a representação e a dança. Atibaia tem 350 anos e as congadas 250. São mais de dois séculos de tradição e resistência que aos poucos deixam de fazer parte do cotidiano da cidade. A iniciativa procura introduzir essa rica manifestação cultural no ambiente escolar, consolidando sua permanência nas gerações futuras. Essa ação faz parte do eixo Educando Através da Dança, que integra o projeto As Linguagens da Dança.
Implantação
Desde seu inicio foram formados seis grupos estudantis nas escolas municipais. O público alvo são crianças a partir de 8 anos. Nesses três anos o projeto atingiu diretamente 450 crianças, porém o trabalho acaba chegando às escolas como um todo, tendo uma abrangência final de cerca de 3000 estudantes. Durante três meses em cada semestre são ensinados de forma didática o passo a passo para se formar uma congada. As Congadas Mirins estão acontecendo nas escolas da rede municipal nos bairro Portão, Cerejeiras, Tanque, Estoril, Boa Vista e Usina. Em cada localidade homenageia-se uma das congadas de Atibaia, tanto as que permanecem vivas até hoje como os grupos que existiram no passado. O projeto procurou escolas que estivessem próximas às comunidades existentes como a Rosa e a Vermelha que se localizam nos bairros Cerejeiras e Portão respectivamente, e a Azul da Boa Vista do Morro Grande. Neste ano, começamos numa nova escola, a Paulo Freire do Bairro da Usina. A implantação desta atividade segue um cronograma que envolve reuniões com as diretoras e coordenadoras das escolas, divulgação e inscrições, reunião com pais, atividades e aulas, ensaios, apresentações em festas como: Desfile de aniversário de Atibaia; Festa das Flores; Encontros de educadores; Feiras Culturais e Festas da Família nas quais acontece uma interação das crianças com os grupos de congadas tradicionais. O sucesso desta ação se deve ao Prefeito Saulo Pedroso que foi “sensível” à ideia, somado ao apoio das Secretarias de Cultura e Eventos assim como da Secretaria de Educação. Destaque para as equipes das escolas que abraçaram a ideia, desde a diretora, passando pelas coordenadoras, secretarias, professores, funcionários e demais envolvidos propiciando que toda comunidade escolar tome contato com este tema tão recorrente em nossa cidade.
Formação
As aulas desenvolvem elementos importantes para a formação das crianças como aspectos históricos, reconhecimento de movimentos básicos e coordenados para execução de instrumentos, ritmo, fonação para cantar, pronuncia de palavras e suas respectivas sílabas, atenção auditiva, percepção sonora, consciência corporal por meio da dança, leitura e escrita por meio do rico material de cantigas tradicionais, formação de valores, cooperação em grupo, inclusão, protagonismo, entre outros aspectos formativos. As aulas são coordenadas e conduzidas pela premiada pesquisadora em dança e culturas populares Élsie Monteiro da Costa, que também está se preocupando em passar para outros profissionais suas experiências levando monitores para acompanhar o trabalho. Em 2015, contou com a monitoria da Chris Alcântara, professora de danças brasileiras que acompanhou o trabalho em três das escolas implantadas. Neste ano este treinamento de monitoria esta sendo feito com o musico/percussionista Vitor Zago. O projeto Educando Através da Dança por meio da prática da dança das manifestações locais, em especial as Congadas, está totalmente dentro das propostas da Educação Patrimonial, publicada recentemente pelo IPHAN (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) discorrendo sobre a importância do tema Educação Patrimonial e faz referência à todos os esforços no sentido de se preservar o Patrimônio Cultural.
“Atualmente, a CEDUC defende que, a Educação Patrimonial constitui-se de todos os processos educativos formais e não formais que têm como foco o Patrimônio Cultural, apropriado socialmente como recurso para a compreensão sócio-histórica das referências culturais em todas as suas manifestações, a fim de colaborar para seu reconhecimento, sua valorização e preservação. Considera ainda que os processos educativos devam primar pela construção coletiva e democrática do conhecimento, por meio do diálogo permanente entre os agentes culturais e sociais e pela participação efetiva das comunidades detentoras e produtoras das referências culturais, onde convivem diversas noções de Patrimônio Cultural. (...) É preciso considerar o Patrimônio Cultural como tema transversal, interdisciplinar e/ou transdisciplinar, ato essencial ao processo educativo para potencializar o uso dos espaços públicos e comunitários como espaços formativos. Embora tenha ficado patente que o processo educacional é mais amplo que a escolarização – inserindo-se em contextos culturais nos quais a instituição escolar não é o único agente educativo –, não se pode prescindir do envolvimento de estabelecimentos de ensino e pesquisa, a partir de programas de colaboração técnica.”
Depoimentos
“A cada dia que estou com as crianças nas escolas, fazendo este trabalho, me sinto renovada e cada vez mais acreditando nesta singela missão, de poder transformar os pequenos cidadãos que se encontram em formação.O interesse, o entusiasmo, a alegria, a inteligência contidos na cultura infantil, juvenil, só tem a mostrar caminhos. Cada vez mais quero crer na criança e no jovem como “solução” e não como “problema”.
Não adianta só falar, o negocio é fazer. Ao me deparar com crianças que estão à margem, com o olhar anuviado, recolhidas num canto em fundo de uma sala de aula, e ver recuperar o brilho da pupila ao portar de uma zabumba, recuperar o movimento do braço e poder mover um chocalho, equilibrar o comportamento ao balançar do corpo, passar a escrever após brincar com as cantigas, proporcionar alegria ao portar de um pequeno estandarte “Congada Mirin Rosa / EMEIF Takao Ono”, posso afirmar que os anos mergulhados em pesquisas se transformam em prática social retomando nas crianças autoconfiança, auto-estima, segurança, equilíbrio, atenção às emoções e aos sentimentos. O principal Instrumento melódico é a voz. A sonoridade se faz na cantoria. Para isso as crianças precisam estar próximas, unidas. O som de um colabora com o som do outro. Eles “Se” re-conhecem, na ancestralidade, na sua cultura.”
Élsie da Costa.
“A congada em nossa escola nos proporcionou um aprendizado muito grande com a cultura e também com os nossos alunos. Ela é uma tradição que não pode acabar é um projeto que ajuda muito no desenvolvimento de nossos alunos, pois exige responsabilidade, concentração, reflexão em sala de aula. Em nossa escola este projeto tem muito valor principalmente por termos uma professora de congada muito qualificada e com responsabilidade por cada aluno que está inserido neste projeto. Percebi em minha sala de aula que o aluno Ryan, que tinha muitas dificuldades na leitura, escrita e também na comunicação com seus colegas, melhorou muito ao freqüentar o projeto, assim como outros alunos. Espero que em 2016 esse projeto continue pois precisamos dar valor as coisas ricas e boas que ajudam os nossos alunos a se desenvolver.”
Eva Rosana – Professora , E.M.E.F Prefeito Gilberto Sant´Anna
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